• Material de Estudo
  • sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

    O que é ideologia?

               Sistematizando o pensamento filosófico grego, Aristóteles elaborou algo que, a partir da filosofia medieval, ficou sendo conhecido como a teoria das quatro causas.
               Como se sabe, uma das maiores preocupações dos filósofos gregos era a explicação do movimento. Por movimento, os gregos entendiam: 1) toda mudança qualitativa de um corpo qualquer (por exemplo, uma semente que se toma árvore, um objeto branco que amarelece, um animal que adoece, etc.); 2) toda mudança quantitativa de um corpo qualquer (por exemplo, um corpo que aumente de volume ou diminua, um corpo que se divida em outros menores, etc,); 3) toda mudança de lugar ou locomoção de um corpo qualquer (por exemplo, a trajetória de uma flecha, o deslocamento de um barco, a queda de uma pedra, o levitar de uma pluma, etc.); 4) toda geração e corrupção dos corpos, isto é, o nascimento e perecimento das coisas e dos homens. Movimento, portanto significa para um grego toda e qualquer alteração de uma realidade, seja ela qual for.

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    O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo

              A brochura que apresentamos ao leitor foi escrita por mim em Zurique durante a Primavera de 1916. Dadas as condições em que ali tinha de trabalhar, deparei naturalmente com certa insuficiência de materiais franceses e ingleses e com uma grande carência de materiais russos. Contudo, utilizei a obra inglesa mais importante sobre o imperialismo, o livro de J. A. Hobson, corri a atenção que em meu entender merece.    
             A brochura foi escrita tendo em conta a censura tzarista. Por isso, não só me vi forçado a limitar me estritamente a uma análise exclusivamente teórica - sobretudo econômica - como também tive de formular as indispensáveis e pouco numerosas observações políticas com a maior prudência, servindo me de alusões, na língua de Esopo, nessa maldita língua que o tsarismo obrigava todos os revolucionários a utilizar quando pegavam na pena para escrever alguma coisa destinada a publicações de tipo "legal.

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    Vygotsky - A Transformação Socialista do Homem

    A Psicologia científica estabeleceu como sua tese básica o fato que o tipo psicológico do homem moderno é um produto de duas linhas evolutivas. Por um lado, este tipo moderno de ser humano se desenvolveu em um processo prolongado de evolução biológica da qual a espécie homo sapiens surgiu com todas as suas características inerentes do ponto de vista da estrutura corporal, das funções de órgãos diversos e de certos tipos de reflexos e atividades instintivas que foram fixados hereditariamente e que são transmitidos de geração a geração.

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    Neoliberalismo, uso de agrotóxicos e crise da Soberania Alimentar no BR

           A adoção do modelo político neoliberal pelos países da América Latina entre o final da década de 1980 e o início da década de 1990 configurou, entre tantos outros impactos, uma mudança significativa no processo de produção agrícola, com claro incentivo à agroindústria de exportação, sobretudo aquela baseada em monoculturas latifundiárias (soja, milho, algodão etc.). Tal mudança, cujo mote principal era o aumento da produtividade agrícola, foi suportada, em grande parte, pelo implemento de novas tecnologias de produção, em especial uma série de agentes químicos utilizados tanto para o controle e o combate a pragas quanto para o estímulo do crescimento de plantas e frutos. O impacto do uso extensivo e indiscriminado destes agentes para as atuais e futuras gerações de trabalhadores é incalculável, assim como é difícil dimensionar os danos ambientais e sociais associados. No presente artigo, é discutido o papel do uso de agrotóxicos na produção agrícola, contextualizando o panorama da produção agrícola nacional e regional e as decorrências – econômicas, sociais, ambientais e sanitárias – das políticas neoliberais voltadas para o campo.

    Palavras-chave Agrotóxicos, Neoliberalismo, Produção agrícola, Trabalho rural

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    Geografia Agrária da Crise dos Alimentos

    A problemática agrária volta a ocupar as manchetes dos grandes meios de comunicação e a agenda política em todos os níveis. Manifestações populares em vários países do mundo contra o aumento dos preços dos alimentos parecem ter acordado aqueles que acreditavam que a questão agrária havia sido superada pela revolução nas relações sociais e de poder por meio da tecnologia impulsionada pelas grandes corporações. Dois processos socio-geográficos de fundo, a princípio independentes entre si, além das mobilizações acima indicadas merecem destaque para compreender a centralidade da questão agrária nos dias que correm: (1) a recente intensificação da urbanização do mundo e (2) a crise de abastecimento e controle das fontes de combustíveis fósseis.
     
    Carlos Walter Porto-Gonçalves, Paulo Alentejano
    Dr. Carlos Walter Porto-Gonçalves – LEMTO-UFF, e Dr. Paulo Alentejano – GeoAgrária – FFP/UERJ
     
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    quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

    Declaração do Fórum sobre Soberania Alimentar


    DECLARAÇÃO FINAL


    DO FÓRUM MUNDIAL SOBRE SOBERANIA ALIMENTAR


    HAVANA-CUBA, 7 DE SETEMBRO DE 2001.


    Pelo direito dos povos a produzir, alimentar-se e a exercer sua soberania alimentar


    De 3 a 7 de setembro de 2001, nos reunimos em Havana, Cuba, 400 delegadas e delegados de organizações de trabalhadores do campo, indígenas, associações de pescadores, organizações não governamentais, organizações da sociedade civil, acadêmicos e pesquisadores de 60 países de todos os continentes no Fórum Mundial sobre Soberania Alimentar.

    Este Fórum foi realizado em Cuba, idealizado pela Associação Nacional de Pequenos Agricultores e um conjunto de movimentos e redes internacionais, organizações e pessoas comprometidas com as agriculturas familiares e indígenas, a pesca artesanal, os sistemas alimentares sustentados e o direito dos povos a alimentação. É também um reconhecimento ao esforço de um país do Terceiro Mundo que, apesar de sofrer por mais de quatro décadas o ilegal e desumano bloqueio imposto pelos Estados Unidos e o uso dos alimentos como arma de pressão econômica e política, tem sido capaz de garantir o direito humano a alimentação de toda a sua população através de uma política de Estado coerente, ativa, participativa e de longo prazo sobre a base de uma profunda reforma agrária, a valorização e apoio dos pequenos e médios produtores e a participação e mobilização de toda a sociedade.

    Nos reunimos para analisar por que a cada dia aumenta a fome e a desnutrição no mundo, por que se produziu a crise da agricultura familiar, indígena, a pesca artesanal, os sistemas alimentares sustentáveis, por que os povos perdem soberania sobre seus recursos? Assim mesmo nos reunimos para construir coletivamente – sob a perspectiva dos povos e não das corporações alimentares multinacionais - propostas e alternativas viáveis e estratégias de ação em escala local, nacional e mundial que revertam as tendências atuais e permitam impulsionar novos enfoques, políticas e iniciativas capazes de assegurar um presente e um futuro digno e sem fome para todas as mulheres e homens do mundo.

    Depois 5 anos do Auge Mundial da Alimentação, de 7 anos dos acordos sobre agricultura da Ronda do Uruguai do GATT (hoje OMC) e duas décadas de políticas neoliberais aplicadas por grande parte dos governos, as promessas e compromissos para satisfazer as necessidades de alimentação e bem estar nutricional para todos estão muito longe de serem cumpridos. Ao contrário, a realidade é que as políticas econômicas, agrícolas, pesqueiras e comerciais impostas pelo Banco Mundial, o FMI e a OMC, idealizadas pelas corporações multinacionais, produzem a distância entre países ricos e pobres e entre eles a desigual distribuição de divisas; agravaram as condições de produção de alimentos e o acesso a uma nutrição sadia e suficiente para a maioria dos povos, inclusive os chamados países desenvolvidos. Em consequência, o direito humano mais elementar, o direito a alimentação e a nutrição, contido na Declaração Universal dos Direitos Humanos, é letra morta na maioria dos povos do mundo.

    A sustentabilidade dos sistemas alimentares não é uma questão somente técnica. Constitui um desafio que implica na mais alta vontade política dos Estados. A lógica da ganância gera uma situação de insustentabilidade dos sistemas alimentares ao ultrapassar os limites da produção permitidos pela natureza. A sustentabilidade dos sistemas alimentares não é viável no sistema atual de comércio e no contexto da liberalização promovida a partir da OMC e dos organismos financeiros internacionais.

    A esperança em um novo milênio sem fome se vê frustrada para vergonha de toda a humanidade.

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    terça-feira, 26 de janeiro de 2010

    As Casas Familiares Rurais

    As CFR também têm suas raízes históricas vinculadas às experiências francesas de Maisons Familiales Rurales. Na sociedade brasileira, foi durante a década de 80, fase de efetiva expansão das Escolas Família Agrícola, que ocorreu a implantação das primeiras experiências de Casas Familiares Rurais. Todavia, foram experiências que nasceram e tiveram seu desenvolvimento totalmente desvinculado do movimento das EFA, constituindo assim uma outra vertentedas experiências brasileiras de formação em alternância, vinculadas ao movimento internacional das Maisons Familiales Rurales (MFR). Sob orientação da Union Nationale des Maisons Familiales Rurales (UNMFR) e tendo como referência direta as experiências francesas das MFR, as primeiras Casas Familiares Rurais foram implementadas inicialmente no Nordeste brasileiro. Essas esperiências foram marcadas, em suas bases, pela atuação de um assessor pedagógico da UNMFR nos quadros de convênios e acordos de Cooperação Internacional firmados entre o governo brasileiro e o governo francês.

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    quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

    Material para estudo - Dezembro/2009

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    A relação de material para estudo do mês de dezembro de 2009 é composta pelos seguintes títulos e/ou assuntos (clique nos links para fazer o download dos arquivos em pdf):

    1 - Normativas do PNAE 2009
    c) Caderno de Legislação do PNAE - 2009 (este caderno contém os itens "a" e "b" listados acima, bem como as demais legislações relacionadas à alimentação escolar)


    2 - Cooperativismo e Associativismo


    3 - Socialismo e Comunismo
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